Só com o PCP é possível <br>a mudança no rumo do País
O povo «não precisa de andar à procura de opções que significam novas ilusões e logo novas desilusões». Tem à sua frente a opção pelo PCP e pela CDU, «a opção política coerente, capaz e indispensável para dar resposta aos problemas do País», disse Jerónimo de Sousa, no domingo, em Santiago do Cacém, perante mais de um milhar de militantes e apoiantes do Partido no Alentejo.
O PS não pretende mexer no que é essencial
O apoio ao PCP e à CDU garante «uma política capaz de promover a mudança necessária e inadiável no rumo do País», assegura «uma verdadeira mudança que retire Portugal do atoleiro imposto pelo rotativismo de PSD e PS, com ou sem CDS à ilharga, sempre com novas caras, novas promessas, sempre tentando recolocar o conta-quilómetros das responsabilidades passadas no zero e sempre a reproduzir novas desilusões», afirmou o dirigente comunista numa iniciativa comemorativa dos 94 anos do PCP.
«O País já sabe o que pode esperar do PSD e do CDS – mais do mesmo, mais exploração, mais empobrecimento» e «o PS já falou o suficiente para sabermos que no que era essencial mexer e garantir a mudança não é para mexer, apenas pequenas nuances e seguir tudo na mesma», acrescentou.
Para o Secretário-geral do Partido, a abertura do caminho do futuro assenta «na força dos trabalhadores e do povo, na convergência dos democratas e patriotas e no indispensável reforço do PCP e da expressão eleitoral da CDU».
As eleições legislativas deste ano constituem, pois, um momento importante. Elas são uma oportunidade para dar expressão e continuidade à luta pela ruptura com a política de direita. Uma batalha de onde os comunistas sairão «em melhores condições e mais próximos de construir a política alternativa e de lutar pela alternativa política, quanto maior for a influência eleitoral da CDU, quanto maior o número de deputados eleitos».
A luta continua
O comício em Santiago do Cacém abriu com Ana Isa, da direcção da JCP, que denunciou as políticas de ataque à escola pública, falou das lutas dos estudantes, exigiu o fim do desemprego, da precariedade e dos baixos salários e proclamou que os jovens «querem trabalhar, não querem emigrar».
Manuel Valente, do Comité Central e responsável da Direcção da Organização Regional do Litoral Alentejano, evocou a história de décadas do PCP, anunciou o recrutamento de 350 novos militantes na região e prometeu a continuação da luta por um Alentejo «mais desenvolvido, com mais emprego e melhor qualidade de vida».
Participaram na iniciativa regional do Alentejo mais de mil comunistas e outros democratas provenientes dos distritos de Portalegre, Évora e Beja e do Litoral Alentejano.
Na mesa de honra do almoço e na tribuna do comício, ladeando Jerónimo de Sousa, estiveram Dias Coelho, da Comissão Política, Luísa Araújo, do Secretariado do Comité Central, membros da Direcção Regional do Alentejo, dirigentes da JCP, deputados e o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha. Os oradores do comício foram apresentados por Margarida Santos, da DORLA.
No pavilhão do Parque de Feiras e Exposições de Santiago do Cacém, a iniciativa começou com uma homenagem ao cante, pelo Grupo Coral da Casa do Povo do Cercal do Alentejo. Depois do almoço – um cozido de grão, regado com vinho tinto, e bolo de anos à sobremesa –, organizado pelos militantes locais, e bem, o quarteto Afluentes do Sado encarregou-se da animação musical.